Empresas exigem CEOs corajosos e com valores sociais

  • em 2 de setembro de 2019

Em um mundo que sofre constante transformação, sobretudo no campo digital, saem na frente as empresas que melhor se adaptarem. A responsabilidade, claro, fica nas mãos dos CEOs. Em passagem pelo Brasil para um evento sobre tecnologia, Kati Najipoor-Schuette, da multinacional de recrutamento Egon Zehnder, listou quais seriam os passos certeiros para os executivos que não querem ficar para trás.

A principal pressão está no tempo. “Ser um CEO é muito difícil hoje em dia. Não dá mais para ter um plano de cinco anos e executar. As exigências são completamente diferentes. E pode ser que ele nem fique cinco anos na empresa”, disse Kati, em entrevista para a Época Negócios. “Não estamos falando só da transformação digital, embora este seja um fator essencial de mudança. Estamos considerando também todas as disrupções causadas pelas novas tecnologias que, mais cedo ou mais tarde, vão afetar o negócio.”

Kati falou sobre coragem para assumir posições em um cenário não tão claro. “Antigamente, era possível desenvolver uma estratégia para cinco anos. Hoje é impensável. Então, nesse mundo incerto, com muitas disrupções, muitas vezes confuso, o CEO precisa, mais do que nunca, criar um sentido para a sua equipe”, disse. “Não é possível para ele ser um expert em tudo, mas ele tem que sentir em que direção as coisas estão indo, ajudar a organização a entender toda essa informação.”

Valores sociais

Ela comentou uma pesquisa recente publicada pela Egon Zehnder, segundo a qual 79% dos CEOs responderam que, para transformar a organização, é preciso ter também a capacidade de se transformar. “Eles já entenderam que, para ser um novo líder, é preciso primeiro fazer uma mudança interna. Se não for assim, não vai funcionar.”

A transformação exigida passaria, inclusive, pelos valores. “Os consumidores não são mais atraídos por empresas que só querem o lucro. Eles fazem escolhas baseados no posicionamento e nas ações da empresa”, explicou. “Então, o líder precisa ser inteligente o bastante para saber equilibrar o valor social e o capital. Ele precisa assumir responsabilidade pela sociedade, pela comunidade, e garantir que o seu negócio faça algo de real valor”.

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