México recebe bairro de casas impressas

  • em 13 de dezembro de 2019

Tabasco, no México, receberá nos próximos meses um bairro todo em impressão 3D. As primeiras duas casas já foram entregues. São habitações de 46 m2, que serão ocupadas por famílias carentes, dentro de um projeto a ser replicado por toda a América Latina.

Por trás das duas casas está a New Story, uma organização norte-americana, sem fins lucrativos, criada em 2014 para promover projetos filantrópicos pelo continente. Ela já entregou mais de duas mil casas impressas, beneficiando diretamente 11 mil pessoas.

As casas mexicanas possuem dois quartos, sala, cozinha e um banheiro. Elas foram confeccionadas em uma tecnologia de impressão desenvolvida pela também norte-americana Icon. A construção, que durou apenas 24 horas, foi realizada por um equipamento específico, de 10 metros de comprimento.

“Acho que provamos o que é possível, ao trazer esta máquina para uma área rural no México, numa zona sujeita a abalos sísmicos e, com sucesso, imprimimos essas primeiras casas,” disse Brett Hagler, CEO e cofundador da New Story, em matéria da Época Negócios.

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Problemas além das casas impressas

Outras 48 casas serão construídas na região. Todas receberão famílias de extrema pobreza, com renda média mensal abaixo dos US$ 76,50, pouco mais de R$ 300,00. A New Story realizou o cadastro dessas pessoas e selecionou para o projeto as consideradas com maior grau de vulnerabilidade.

O local escolhido para o novo bairro de casas impressas enfrenta outros problemas fora a pobreza. Há ameaças frequentes de terremotos, o que obrigou as empresas a realizarem testes com materiais mais resistentes. As variações de temperatura e umidade também atrapalharam. Porém, um software instalado na impressora conseguiu direcionar a qualidade dos insumos.

“De manhã, pode estar mais seco e, à tarde, mais úmido,” disse Alexandria Lafci, também cofundadora da New Story. “Aí você precisa ajustar a mistura um pouco de acordo com a viscosidade que necessita para manter a qualidade de impressão ao longo do dia.”

As empresas ainda enfrentaram um obstáculo burocrático. O projeto atrasou por três meses. Tempo em que a impressora ficou estacionada na alfândega, pois a fiscalização não conseguiu encaixá-la em uma classificação de produtos já existentes.

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