Tecnologia ajuda a contornar síndrome de Burnout

  • em 10 de fevereiro de 2020

As pressões desmedidas por resultados rápidos nas rotinas das empresas estão disseminando um esgotamento físico e mental em cada vez mais pessoas. Esse mal tem nome, síndrome de Burnout, que já afetaria 30% dos profissionais brasileiros, segundo estudo da Universidade de São Paulo (USP). Um problema crescente, mas que pode ser superado, sobretudo com o uso da comunicação digital e de robôs.

A Vittude, que oferece terapia on line, viu aumentar nos últimos meses a procura de empresas pelos serviços de sua plataforma.  “Algumas começam a contratar com um olhar preventivo”, conta Tatiana Pimenta à Época Negócios. Ela é diretora executiva da startup, que fundou em 2016 justamente após um período conturbado em sua vida. Tatiana passou por um momento de depressão e não conseguiu encontrar profissionais que lhe dessem um tratamento adequado.

Mais do que o atendimento à distância de um psicólogo, a Vittude promove junto aos funcionários da empresa cliente um cronograma de painéis de debates com profissionais de saúde. Entre os temas, inteligência emocional, resiliência, estresse e ansiedade.

O retorno, de acordo com Tatiana, tem sido gratificante. Um dos exemplos é a Resultados Digitais, que contratou a startup para atender suas equipes. “Tivemos vários relatos, por escrito e abertos em eventos ou vídeos, de pessoas trazendo o impacto positivo da psicoterapia para suas vidas pessoais e profissionais”, afirma Anderson Nielson, diretor da área de talentos da empresa.

“Tem sido crescente o número de pessoas que já buscam a consultoria de bem-estar e psicólogos na plataforma de forma preventiva, como um cuidado com sua saúde emocional e mental da mesma forma que muitos fazem com alimentação e exercícios físicos”, diz Nielson.

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Robôs contra o Burnout

Sobre agir de forma preventiva, a Hisnëk encontrou uma solução automatizada para oferecer às empresas. A startup desenvolveu um robô, batizado de Ivi, que interage com as pessoas e apura como anda o estado emocional delas. Relatos como tristeza corrente e cansaço excessivo disparam um alerta ao departamento de recursos humanos de que ali há um potencial de Burnout.

“Conseguimos identificar colaboradores em risco, o que é fundamental para que recebam cuidado efetivo o quanto antes”, diz Carol Dassie, diretora executiva e fundadora da Hisnëk. “É uma demanda crescente, que não tem faixa etária nem classe social. Empresas de pequeno a grande porte têm procurado. O que acontece dentro das companhias é um reflexo de como a sociedade está”.

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