Brasil e demais países latinos despertam para o crescimento pela tecnologia

  • em 26 de julho de 2019

A América Latina, como se sabe, sofre com problemas estruturais sérios, como a educação precária e alta desigualdade social. Eles estão presentes, em maior ou menor grau, em todos os países, do México à Argentina. Porém, contra todos os maus prognósticos, desenvolveu-se por aqui um mercado ávido por novas tecnologias, que fez despertar startups promissoras e disruptivas.

Em artigo publicado nessa semana na Havard Business Review, Leonardo Framil, CEO da Accenture, traçou justamente esse caráter contraditório do continente. “Acordamos com a certeza de que negligenciamos as questões estruturais e que a agenda do dia obrigatoriamente passou a ter como prioridade dois temas: competitividade e geração de emprego”, diz. “Neste cenário, a tecnologia se instalou”.

Framil lembrou das grandes empresas que identificaram oportunidades em países como o Brasil, o primeiro no mundo em uso de redes sociais. Citou Uber, Amazon, Netflix e Spotify, que não só conquistaram espaço nas grandes cidades latinas, como também estimularam o empreendedorismo. Vieram, na sequência, empresas de DNA latino, como Easy Taxi, Mercado Pago, 99, iFood, Creditas e Nubank. “Esta última próxima de ser a maior fintech do mundo”, afirmou. “Além da tecnologia pura, a América Latina se vale da capacidade de imaginar e fazer acontecer. E, se a economia é de problemas, fazemos deles motivo de disrupção”.

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O executivo citou a recente junção da brasileira Yellow com a mexicana Grin. Juntas, colocaram por volta de 150 mil veículos, entre patinetes e bicicletas, nas ruas de seis países. Lembrou ainda da Rappi, da Colômbia, que já avançou com suas entregas rápidas por toda a América do Sul. “São empresas que entenderam que o latino-americano quer personalização, transparência, fluidez no pagamento, agilidade, conveniência e um mundo mais humano”.

A expectativa de Framil é que mais inovações cercarão o continente nos próximos anos. “Na economia dos problemas, a paixão humana, a inteligência e criatividade só nossas se aliarão à tecnologia e, sim, podemos ser protagonistas na criação de inovação que melhore a maneira como vivemos e trabalhamos”.

 

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