Boicote à Huawei movimenta mercado de tecnologia

  • em 21 de maio de 2019

A batalha comercial entre China e Estados Unidos já coleciona vítimas, sobretudo no setor de tecnologia. A maior delas é a Huawei, acusada inclusive de ser espiã do país asiático em solo americano. Quatro dias após o decreto de Donald Trump, que a adicionou na lista negra do Departamento de Comércio, a Google, a Intel e outros gigantes anunciaram que encerrarão o fornecimento de chips e softwares para a gigante chinesa.

O boicote, claro, movimentou o mercado. Afinal, muitas dessas empresas norte-americanas têm a Huawei como pilar de faturamento. Entre elas a Micron Technology Inc, que terá de atrasar o lançamento de seu programa de redes sem fio 5G, que tinha a gigante chinesa como principal parceira. Especialistas apontam que a medida atrapalhará o desenvolvimento dessa tecnologia e a sua aplicação em diversos equipamentos, como os carros autônomos.

“A proibição dos EUA pode levar a China a retardar a construção de rede 5G por um longo período, gerando um impacto direto e irreversível em muitos fornecedores de componentes globais ”, explica Ryan Koontz, analista da Rosenblatt Securities Inc, em entrevista para o portal Bloomberg.

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Queda na bolsa

Koontz avalia que o setor não será mais o mesmo. Mesmo as empresas que não se relacionam tanto com a Huawei arcarão com problemas. A Intel, por exemplo, cujas vendas ao grupo asiático representam menos de 1% em seu faturamento, registrou na última segunda-feira uma queda de 2% em suas ações na Bolsa de Nova York. A Qualcomm, com apenas 2,6% das vendas direcionadas à Huawei, também foi desvalorizada. Seus papéis caíram 4,8%.

O início da proibição também prejudicou as ações das empresas asiáticas de fornecimento de tecnologia. A Sunny Optical Technology Co. vivenciou o seu pior desempenho no Índice Hang Seng, de Hong Kong. A Luxshare Precision Industry Co. viu seus papéis afundarem 9,8% na Shenzhen Stock Exchange, uma das maiores bolsas de valores da China.

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