Big Data vence a Champions League

  • em 3 de junho de 2019

Os gols de Salah e Origi contra o Tottenham no último sábado foram importantes, claro. Porém, a vitória do Liverpool na final da Champions League, que lhe proporcionou o sexto título da competição, se deve a fatores que vão além do talento de seus atletas e das estratégias do técnico Jürgen Klopp. Por trás de cada partida vencida, de cada fase avançada, estão métodos de levantamento de dados precisos, que abrangem inclusive a tecnologia de Big Data.

O craque desses métodos é o físico Ian Graham, que fez carreira na Universidade de Cambridge. A sua maior contribuição para o time foi na formação do elenco, constituído por jogadores dos cinco continentes. Contraponto dados de vários campeonatos pelo mundo, a equipe de Graham conseguiu encontrar zagueiros com bons números de desarmes, laterais com alto índice de acertos nos cruzamentos, centroavantes com maior impulsão, e por aí vai.

A parceira entre Graham e Klopp começou em 2015, logo na chegada do técnico ao clube inglês, vindo do futebol alemão. Já no primeiro encontro, o físico deu mostras do poder das estatísticas. Ele apresentou uma série de dados dos jogos do Borussia Dortmund, ex-clube de Klopp. Disse que, embora não tivesse visto os jogos, sabia por aqueles números que ele seria o melhor técnico para o Liverpool.

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Análise das partidas

A tecnologia de Big Data não serviu apenas para a formação de elenco. Klopp e Graham a utilizam também para estudar adversários. Na junção das porcentagens, eles conseguem visualizar as falhas e acertos de cada equipe. Dessa forma, Klopp monta estratégias para aproveitar esses erros e neutralizar as vantagens. Graham trabalha os números e Klopp os traduz para os atletas, em treinamentos intensivos.

“Nós sabemos que alguém passou horas estudando aquele conteúdo, mas o treinador não enche a gente com estatísticas e análises. Ele só nos diz o que fazer”, diz Alex Oxlade-Chamberlain, meio-campo do Liverpool, em entrevista ao The New York Times.

 

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