As estratégias da TV para superar as inovações dos serviços de streaming

Prestes a completar um século de existência, a televisão já sofreu inúmeras mudanças desde o primeiro modelo inventado em 1923. Advento do avanço da tecnologia, as evoluções vão desde formato físico ao meio de transmissão. Mas será que na era digital – a atualidade – o consumo de televisão ainda é o mesmo de tempos atrás?

Um questionamento muito fácil de responder. Não! Hoje em dia o consumo de conteúdo audiovisual (imagem e som) é muito mais volátil, fácil e prático. É possível ver um filme, ou um capítulo da novela acessando via mobile. E com os serviços de streaming, a acessibilidade de conteúdo ficou ainda mais hábil.

Foi então, a partir da explosão do streaming, que ficou ainda mais claro o “conflito” entre a modelo de TV que perpetuou por décadas e a nova ferramenta para consumir audiovisual. Importante ressaltar que a onda de conteúdo streaming surgiu no Brasil com a expansão do serviço da, então fundada como startup, Netflix para toda a América Latina.

Um estudo feito pela Business Insider revelou que as pessoas têm se afastado cada vez mais dos serviços de TV paga e aberta (cancelando assinaturas) em favor das alternativas disponíveis na internet.

Segundo o artigo, o número de assinantes de TV paga caiu 3,4% em relação ao ano passado. E as pesquisas ainda mostram que para os próximos anos, a tendência é este número cair ainda mais. Estes números impressionam, pois com eles, é perceptível que as grandes empresas de mídia estão perdendo um dos seus principais fluxos de receitas.

Contudo, como resposta ao limbo mercadológico, as grandes empresas de TV tem apostado em seus próprios serviços de streaming, visando competir com o mercado que já está em ascensão. As estratégias de negócios dessas empresas devem ser inovadoras e, em paralelo, satisfazer dois objetivos: extrair o máximo possível de receita da TV antes que a oportunidade de fazê-lo desapareça e diminuir a dependência da receitas desta ao longo do tempo.

Conter os impactos e criar seu próprio streaming 

Para chegar nesses resultados, o estudo examinou como as mídias estão refinando suas estratégias para atingir as metas citadas e mitigar os impactos que são prejudiciais aos seus negócios.

O consumidor tem alavancado o crescimento de grandes plataformas de streaming como a já citada Netflix, a Amazon, ou a HBO GO, por exemplo, e isto tem fixado as tendências atuais e o declínio da TV, bem como percepções acionáveis ​​sobre como as empresas podem reagir a este gigante fenômeno da tecnologia e da inovação.

Analisando o comportamento do espectador, o estudo apontou a experiência de visualização de conteúdos sem interrupções, anúncio e comerciais. Com isso, as redes tradicionais também estão buscando cada vez mais oportunidades de fusões e aquisições para obter recursos, talentos e tecnologias necessárias para competir com os gigantes do streaming. Percebeu-se também que as empresas de mídia estão começando a experimentar a veiculação de menos comerciais por hora para melhorar a experiência de audiência.

Surgirá ainda alguma outra novidade inovadora o bastante para assumir esse desafio de dar suporte às emissoras de TV? Ou o serviço de streaming vai mesmo acabar com esse modelo de TV que conhecemos? Qual sua aposta?

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