WWDC 2020: Sem plateia, Apple apresenta o novo sistema do iPhone

Apple WWDC (Worldwide Developers Conference) 2020

Chegou o grande dia para desenvolvedores e entusiastas da Apple. A empresa realiza a partir das 14h (horário de Brasília) desta segunda-feira (22) a sua conferência WWDC (Worldwide Developers Conference) 2020. Neste ano, a expectativa é de que a empresa sediada em Cupertino, na Califórnia, revele detalhes e a data de lançamento do iOS 14, a nova versão do sistema operacional utilizado no iPhone, além de novos modelos do iPad.

Com duração de uma semana, o WWDC é realizado desde 1987 e é um dos principais encontros de desenvolvedores do mercado de tecnologia. A conferência costuma reunir milhares de profissionais do setor na Califórnia. Entretanto, por causa da crise do novo coronavírus, pela primeira vez a edição será realizada em formato virtual, transmitida a partir da sede da empresa.

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Não há informações confirmadas sobre os novos recursos que o iOS 14 deve trazer. Mas rumores do mercado de tecnologia sugerem que a Apple apresentará novidades para o aplicativo de mensagens iMessage, uma nova função para desbloquear automóveis inteligentes e a criação de um aplicativo que utiliza tecnologia de realidade aumentada para que o usuário obtenha mais informações a partir de QR Codes.

É possível também que os gráficos do sistema operacional sejam remodelados, mas não se sabe em que grau isso será feito. O site especializado 9to5Mac aponta que a companhia pode imitar o Google e permitir a personalização da tela inicial com aplicativos e widgets. Atualmente os widgets ficam posicionados em áreas mais escondidas do sistema, o que impacta na usabilidade dos recursos.

Outra novidade aguardada pelos desenvolvedores é de que a empresa dê uma resposta para as acusações antitruste de que cria um clube fechado de aplicativos que não permite a integração com outros programas. A expectativa é de que a Apple finalmente permita que apps de terceiros possam realizar tarefas simples, mas que requerem o uso de aplicativos da própria Apple, como abrir o navegador Safari e acessar o aplicativo de e-mail do aparelho.

Apesar de a Apple ainda registrar a maior parte de seu lucro com a venda de iPhones, o mercado de smartphones está saturado e os novos dispositivos são pouco inovadores em relação aos modelos que os antecedem. A receita da empresa com a venda de celulares caiu 6,7% no primeiro trimestre deste ano, totalizando 28,9 bilhões de dólares.

Por outro lado, o faturamento com a venda de serviços aumenta gradativamente e já é a segunda maior fonte de renda da empresa, somando 13,3 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2020. Em 2019, a App Store, loja de aplicativos da Apple, movimentou mais de 500 bilhões de dólares em transações. Com a retração da economia causada pelo novo coronavírus, é possível que a empresa passe a depender ainda mais dos serviços.

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