Airbus apresenta 3 aviões movidos a hidrogênio

  • em 25 de setembro de 2020

A Airbus apresentou, nesta semana, três projetos de aeronaves de passageiros movidas a hidrogênio – ou seja, com emissão zero de carbono (CO2). Elas são parte da iniciativa ZEROe – referentes à “zero emissões” de poluentes -, que visa construir a primeira aeronave comercial sem impactos sobre nosso clima.

Segundo a empresa, os conceitos representam diferentes abordagens rumo a este objetivo, explorando vários caminhos tecnológicos e configurações aerodinâmicas para “liderar o caminho para a descarbonização da indústria da aviação”.

“Este é um momento histórico para o setor de aviação comercial como um todo e pretendemos ser protagonistas na mais importante transição que este setor já viu. Os conceitos que revelamos hoje oferecem ao mundo um vislumbre de nossa ambição de conduzir uma visão ousada para o futuro dos voos com emissão zero”, disse Guillaume Faury, CEO da Airbus. Airbus SE’s ZEROe.

A Airbus acredita que o hidrogênio tem “potencial excepcional” como um combustível de aviação limpo, e que ele provavelmente será a solução para que a indústria aeroespacial, e outras, atinjam suas metas de redução do impacto sobre o clima.

Ao contrário dos combustíveis fósseis, o hidrogênio é extremamente abundante (pode ser produzido até mesmo a partir da água) e sua queima não produz gases que contribuem para o efeito estufa, como o dióxido de carbono. O único produto resultante é vapor d’água.

Do três conceitos apresentados, dois são bastante conservadores. O primeiro se parece com os tradicionais aviões a jato (“turbofan”), mas com uma turbina modificada para funcionar com hidrogênio. A aeronave teria capacidade de vôo transcontinental, carregando de 120 a 200 passageiros.

O segundo conceito é um “turboprop”, avião a hélice, também movido a hidrogênio e projetado para rotas regionais, com autonomia de 1000 milhas náuticas (cerca de 1.800 km).

Mas é o terceiro design o mais interessante: uma “asa voadora”, como no bombardeiro B2 Spirit da Força Aérea dos EUA, onde as asas e a fuselagem se tornam uma peça só, num design com muito espaço interno e que oferece múltiplas possibilidades para organização da cabine e armazenamento de combustível. A capacidade seria de 200 passageiros, com autonomia similar à do turbofan.

“Estes conceitos irão nos ajudar a explorar e amadurecer o design e o layout da primeira aeronave comercial com emissões zero, que pretendemos colocar em serviço até 2035”, disse Guillaume Faury, CEO da Airbus.

“A transição para o hidrogênio como fonte primária de energia para estes aviões conceituais irá exigir uma ação determinada de todo o ecossistema de aviação. Junto com suporte do governo e nossos parceiros industriais podemos aceitar este desafio de levar a energia renovável e o hidrogênio para o próximo nível, produzindo um futuro sustentável para a indústria da aviação”, afirmou.

Views:
340
Article Categories:
Notícias

All Comments

Ver também