A onda das bikes elétricas que podem mudar a configuração do transporte urbano

  • em 14 de dezembro de 2018

Algumas semanas atrás os portais anunciavam que a Uber desenvolvia um projeto de trazer bicicletas elétricas compartilhadas para o Brasil. Chamado de “a revolução do e-bike”, a nova alternativa sustentável e econômica para as grandes metrópoles, chega como uma resposta aos grandes problemas de mobilidade enfrentados no dia-a-dia.

O transporte público urbano está em colapso. E essas situações ultrapassam o limite das grandes cidades subdesenvolvidas. Durante os horários de “picos” – muitas vezes até fora dele – as ruas são decoradas por quilômetros de engarrafamentos. Devemos ressaltar que muitas dessas cidades possuem transporte público caóticos. Muitas vezes também não possuem capacidade para atender mais da metade da população. Fazendo com que, assim, as pessoas busquem alternativas que colaboram ainda mais para a crise de mobilidade urbana.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 7 milhões de pessoas morrem por ano por problemas causados pela poluição do ar.

Uma alternativa barata e ecológica, é a esperança para o caos vivido nos centros urbanos.  No próximo ano, será colocado nas ruas a experiência das bicicletas elétricas compartilhadas (e-bike) e as scooters elétricas (e-scooters). A iniciativa visa diminuir o número de emissões de gases na atmosfera. Sem contar que, o grande atrativo desses veículos, fica por conta do baixo custo e das possibilidades de transformar a locomoção das pessoas.

Reações do mercado e perspectiva de futuro

A iniciativa já vem sendo trabalhada por algumas empresas em locais isolados. Como por exemplo, a Jump em Washington DC e a Bird operando em Santa Monica, Califórnia com o scooter eletrônico. Em seguida, a Spin em San Francisco e a Lime em Paris, foram lançadas ainda este ano. Essas quatro empresas captaram quase US$ 1 bi em investimento.

A Uber, que comprou a Jump em abril, diz que as viagens dos novos pilotos aumentaram 15% em seus primeiros seis meses de participação, enquanto o uso de carros Uber diminuiu em 10%. Um estudo de e-scooters, realizado em 2018 pela Populus Research, mostra o uso das bicicletas compartilhadas crescendo em um ritmo mais rápido do que outros serviços de mobilidade.

Enquanto as viagens com as “e-bikes” substituem o caminha a pé e/ou de bicicleta comum, é notório que as pessoas estão substituindo o uso de táxi e carro pessoal, pelos serviços compartilhados. Essa opção oferece oportunidades importantes para as cidades. Isso poderia economizar custos de infra-estrutura (e-bikes e viagens de e-scooters em infra-estrutura existente), reduzir o congestionamento e, consequentemente, reduzir a poluição.

Mas para um “sistema ideal” – que prioriza o meio ambiente, a infraestrutura e o bem-estar das pessoas – é preciso que a cidade se desenvolva a partir da iniciativa pública e privada.  Inovações em mobilidade têm deixado as cidades em dúvidas sobre o futura da mobilidade. Eles não previram a ascensão de empresas como a Uber, por exemplo, nem bicicletas sem motor e scooters.

Resposta pública

Algumas cidades usaram esses desafios como uma desculpa para frear o crescimento de e-bikes em suas jurisdições. Mas para o futuro, a perspectiva é de uma administração pública que incentiva o uso de bicicletas elétricas. Nós passamos os últimos 100 anos fazendo as cidades trabalharem para carros. A expectativa agora é descobrir como recuperar espaço e tornar os veículos limpos, menores e baratos o preferido de todos.

Fonte: Wired

Siga-nos nas redes sociais.
@PortalNeoRadar

Views:
585
Article Categories:
Conceitos e Tendências

Ver também