A expansão tecnológica e do ecossistema de startups brasileiro

  • em 28 de janeiro de 2019

As startups de base tecnológica não param de pipocar novidades pelo país. Aqui no Neo Radar, estamos constantemente escrevendo sobre o ecossistema de startups brasileiro. Enquanto o país passa por um período econômico de baixo crescimento, as startups parecem nadar contra essa corrente.

Os números comprovam o movimento positivo. No ano passado, algumas empresas do tipo no país conseguiram superar valor de mercado acima de US$ 1 bi e, por isso, receberam o título de unicórnios, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Entres elas, encontra-se a 99, que atingiu esse título depois de ser comprada pela Didi Chuxing, empresa do mesmo ramo de transporte privado. No final do ano, os fundadores da 99 lançaram a Yellow, uma empresa de compartilhamento de bicicletas e scooters que elevou a maior rodada da Série A da história.

Também em 2018, o Nubank, um dos maiores bancos digitais do mundo, também alcançou o nível de unicórnio. A empresa, hoje avaliada em US$ 4 bilhões, recebeu grandes aportes em 2018. A DST Global, por exemplo, investiu US$ 150 milhões e a gigante chinesa Tencent, outros de US$ 180 milhões.

Em novembro, a startup brasileira de entregas iFood levantou a maior rodada de financiamento da América Latina de todos os tempos. As processadoras de pagamentos Pagseguro e Stone Co realizaram IPOs bem-sucedidas no ano passado.

Futuro promissor

Iniciativas feitas por grandes empresas no Brasil tem sustentado o futuro promissor das startups. Idealizado pelo Itaú Unibanco, em parceria com a Redpoint, o Cubo Itaú – um dos maiores centro de empreendedorismo tecnológico da América Latina – é um espaço de incentivo a inovação e a tecnologia que permite que startups desenvolvem soluções tecnológicas para grandes empresas.

Com este mesmo intuito, nasceu o Mining Hub, considerado o primeiro hub de mineração do mundo. Ele surgiu a partir da iniciativa das maiores mineradoras do país, em parceria com a Neo Ventures e o We Work. O projeto tem como objetivo desenvolver soluções a desafios estratégicos e operacionais para o setor. Contará com ajuda de diversas startups da área de inovação, que trabalharam em conjunto com a mineradoras no desdobramento das iniciativas e na busca por resultados.

Romero Rodrigues é sócio da Redpoint e co-founder do site de comparação BuscaPé e segue bastante otimista com o próximo. (/Divulgação)

Romero Rodrigues, sócio da Redpoint e co-founder do site de comparação BuscaPé, não tem dúvidas que 2019 será um ano ainda melhor para as startups. Ele ressalta que a resposta do mercado internacional tem sido cauteloso com relação às iniciativas e investimentos prospectos da América do Sul. Contudo, o investidor vislumbra um mercado em que às startups possam ser cada vez mais exploradas e, consequentemente, mais produtos tecnológicos e inovadores possam ser aproveitados.

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