Google revela suas práticas para o trabalho remoto

Se há uma companhia que pode transmitir conselhos valiosos sobre trabalho remoto, é a Google. A empresa possui aproximadamente 100 mil funcionários espalhados ao redor do globo, em cerca de 150 cidades, distribuídas em mais de 50 países. Em função disso, a organização precisa encontrar uma lógica de trabalho que lida com essa nova realidade de trabalhadores que não se encontram no mesmo prédio, e, às vezes, nem no mesmo fuso-horário.

Na busca por entender o que constrói um bom time de profissionais remotos, a  Google’s People Innovation Lab (PiLab) realizou uma pesquisa de dois anos com cerca de 5 mil trabalhadores. Em grupos focais foram abordados aspectos como: bem-estar, performance e conectividade. A primeira coisa que Veronica Gilrane (gerente do PiLab) aponta, em texto, é que não foram encontradas diferenças na efetividade e performance entre aqueles que trabalham de forma remota, versus quem atua no mesmo escritório.

Além disso, a pesquisa entrega três princípios norteadores que são dicas de boas práticas para partilhar com os funcionários da Google, e que, também, podem ser valiosas para outras companhias. São eles: 1 º conheça seus colegas de trabalho enquanto pessoas; 2º estabeleça a agenda em conjunto; 3º crie conexões virtuais e em pessoa.

A primeira dica se relaciona com o relato dos googlers (funcionários da empresa) de que trabalhar com colegas espalhados pelo mundo pode tornar mais difícil estabelecer conexões. Para atuar nesse aspecto a dica é “ao invés de pular direto na agenda de trabalho, separe um tempo no começo da reunião para questões como: ‘o que você fez nesse fim de semana?’.” Essa é uma maneira simples, mas, efetiva, de começar a construir um relacionamento.

Outro desafio é coordenar agendas, tendo em vista os fuso-horários, marcar algo como uma conferência em vídeo pode ser difícil. A Google sugere que: “ao invés de presumir quais são os melhores horários de trabalho, tire tempo para perguntar”.

Por fim, a Google marca a importância de construir conexões. Para isso incentiva que se promovam, se houver oportunidade, encontros face-a-face, para que as pessoas possam se conhecer pessoalmente. Se isso não for possível, é preciso interagir por meio das conferências em vídeo, por exemplo, expressando reação às ideias daqueles que trabalham com você, mostrando que eles estão sendo ouvidos.

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