Avanço do 5G chega às indústrias, mas não às cidades

  • em 30 de outubro de 2019
5G Cidades

O 5G avança pelo mundo, mas, por enquanto, está sendo sentido apenas na indústria e no setor de serviços. O impacto direto nas rotinas das cidades, seja nos smartphones, tablets e computadores de milhões de pessoas, ainda não é constatado. O desenvolvimento da internet e da telefonia foi um dos temas debatidos por executivos de grandes empresas do setor, durante o evento Futurecom, que se realiza em São Paulo.

No painel sobre o tema estiveram presentes Pietro Labriola, CEO da TIM Brasil, e Sun Baocheng, presidente da Huawei no Brasil. “É muito mais provável que o 5G seja um facilitador para o desenvolvimento tecnológico do país do que algo que gere benefício imediato para o cliente final”, disse Labriola. Na medicina, por exemplo, a velocidade na transferência de dados, com delays cada vez menores, permite que robôs realizem cirurgias, comandados à distância pelos profissionais de saúde.

Labriola, como não poderia ser diferente, falou também sobre telefonia. “Com o ganho de eficiência das companhias, o consumidor terá uma melhor qualidade de vida. Mas é importante não esperar efeitos imediatos com a mudança”, explicou, em matéria publicada pela Época Negócios.  

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Movimentações milionárias

Ele acredita em ganhos para o setor, inclusive em faturamento. O executivo avalia que, em 10 anos, o 5G poderá movimentar a cifra de R$23 milhões. Valor que aumentaria o PIB brasileiro em 1%, gerando por volta de 200 mil empregos.

Já Sun Baocheng aposta em valores ainda maiores e em tempo mais curto. Segundo o presidente da Huawei no Brasil, a rede 5G contribuirá, em seis anos, com quase US$ 300 bilhões para a economia mundial. “Vai permitir que muitas indústrias digitalizem seus negócios, trazendo ganhos na produtividade”.

E ela chegará em breve às famílias. Baocheng avalia que o 5G atingirá 480 milhões de domicílios no planeta em cinco anos. A infraestrutura, porém, precisa avançar, sobretudo no Brasil, cuja tecnologia está distante. Para o executivo, o país precisa não só instalar antenas e demais estruturas de fibra ótica que viabilizem o 5G. Precisará, sobretudo, vencer o que ele entende ser um excesso de burocracia para os avanços das telecomunicações.

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